<?xml version="1.0" encoding="utf-8"?> <?xml-stylesheet type="text/xsl" href="/rss20.xsl" media="screen"?> <rss xmlns:itunes="http://www.itunes.com/dtds/podcast-1.0.dtd" version="2.0"> <channel> <title>Almofariz - por Cássia Fernandes</title> <description>Um empório de especiarias raras ou um blog para cama, mesa, poesia e roupa lavada</description> <link>http://almofariz.blogspirit.com/</link> <lastBuildDate>Sun,  7 Sep 2008 12:25:01 -0400</lastBuildDate> <generator>blogSpirit.com</generator> <copyright>All Rights Reserved</copyright>  <item> <guid isPermaLink="true">http://almofariz.blogspirit.com/archive/2008/09/07/batendo-na-mesma-teclaaaaaaaaaaaa-bbbbbbbbb.html</guid> <title>REENTRÂNCIAS E SALIÊNCIAS</title> <link>http://almofariz.blogspirit.com/archive/2008/09/07/batendo-na-mesma-teclaaaaaaaaaaaa-bbbbbbbbb.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Cássia Fernandes)</author>  <pubDate>Sun,  7 Sep 2008 10:55:00 -0400</pubDate> <description> &lt;strong&gt;Batendo na mesma tecla:bbbbbbbbbbbb...&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
 Juro que gostaria de escrever outras coisas. Sei que estou cansando as pessoas à minha volta  e a mim mesma batendo na mesma tecla, samba de uma nota só, falando e escrevendo sempre sobre o mesmo tema: a maternidade, claro. Juro. Mas simplesmente não dá. Por enquanto não dá. &lt;br /&gt;
Como falar sobre outro assunto, se durante estes meses iniciais, a gente se ocupa quase 24 horas de um ser completamente dependente, cuidando, amamentando, limpando? Se a gente praticamente não sai à rua, quase não encontra as pessoas e quase esquece que existe um mundo lá fora? As mulheres que são mães e que ainda serão certamente irão compreender essa repetição. Os homens, para infelicidade deles, não. Que morram de inveja mesmo dessa deliciosa redundância!&lt;br /&gt;
O pouco tempo que sobra - este aqui agora - enquanto meu pequeno dorme, quero processar as centenas de emoções novas, alegrias, angústias, reflexões e aprendizados dessa fase. E para processar, nada melhor do que escrever. Coisa que infelizmente também quase não tenho feito, ao menos não no papel ou no computador. Tenho escrito apenas imaginariamente, enquanto dou banho, troco uma fralda: textos que logo se perdem, não se materializam e não são compartilhados jamais.&lt;br /&gt;
Mas hoje me decidi: tentarei registrar ao menos a terça parte do que venho sentindo e pensando. Talvez isso interesse a alguém. Talvez seja de algum modo útil às mamães em primeira viagem como eu. Talvez não. Mas certamente será útil a mim, para que eu faça uma espécie de higiene interior, para que eu separe o lixo daquelas emoções e reflexões que merecem ser preservadas. Para que eu mantenha a sanidade (sim, a maternidade pode ser enlouquecedora) e diga um alô ao mundo lá fora, porque, afinal, a internet tem sido praticamente meu único contato com a relidade além-bebê. Se levarei tal decisão adiante? Os próximos posts dirão. Não sou lá exemplo de constância e tanto menos agora que minhas ações estão condicionadas às necessidades de outra pessoa. </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://almofariz.blogspirit.com/archive/2008/08/21/oracao-de-mae.html</guid> <title>Oração de mãe</title> <link>http://almofariz.blogspirit.com/archive/2008/08/21/oracao-de-mae.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Cássia Fernandes)</author>  <pubDate>Thu, 21 Aug 2008 19:30:00 -0400</pubDate> <description> &lt;img src=&quot;http://almofariz.blogspirit.com/media/02/02/715217d0890a7dff8b6ea2b28c4313e6.jpg&quot; id=&quot;media-237810&quot; title=&quot;&quot; alt=&quot;c9590c79bf91710db56234cf71bc46d3.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; float: left; margin: 0.2em 1.4em 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Epígrafe:&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Em amor e prece&lt;br /&gt;
não se põe preço&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
A gente sonha pro filho&lt;br /&gt;
tudo o que de bonito vê nos livros.&lt;br /&gt;
A gente sonha que ele seja um livre pensador.&lt;br /&gt;
Mas a gente sonha sobretudo&lt;br /&gt;
que ele seja livre.&lt;br /&gt;
Livre para ganhar o pão&lt;br /&gt;
da carne,&lt;br /&gt;
sem o diabo amassá-lo&lt;br /&gt;
e do espírito,&lt;br /&gt;
sem que seja partido em dor&lt;br /&gt;
como Cristo.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Mas que Deus o livre&lt;br /&gt;
de nosso próprio amor,&lt;br /&gt;
armador de grilhões,&lt;br /&gt;
chantagista,&lt;br /&gt;
do que faz refém:&lt;br /&gt;
&quot;mamãe te ama&lt;br /&gt;
como não amará ninguém&quot;.&lt;br /&gt;
Pois a que diz:&lt;br /&gt;
&quot;por ti tudo sacrifiquei e fiz&quot;&lt;br /&gt;
é a que tranca no ninho,&lt;br /&gt;
a do voar não pode,&lt;br /&gt;
a que deve a fama Freud.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Dizem que uma mãe&lt;br /&gt;
acerta&lt;br /&gt;
mesmo quando erra&lt;br /&gt;
ou que se erra&lt;br /&gt;
o faz na melhor das intenções.&lt;br /&gt;
Mas Deus livre os filhos e o inferno&lt;br /&gt;
das nossas culpas de mães,&lt;br /&gt;
dos nossos rosários de dores e lamentações,&lt;br /&gt;
dos joelhos reclamões &lt;br /&gt;
de  preces e martírios,&lt;br /&gt;
dos juros exorbitantes pelas noites mal dormidas,&lt;br /&gt;
da eterna ladainha&lt;br /&gt;
de Eva punida, &lt;br /&gt;
do véu hipócrita &lt;br /&gt;
da virgem imaculada que concebeu&lt;br /&gt;
e inconcebível.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Deus nos faça lembrar sempre:&lt;br /&gt;
ser mãe é antes de tudo um generoso&lt;br /&gt;
ato de egoísmo.&lt;br /&gt;
E a maternidade consentida&lt;br /&gt;
é antes um dar-se prazer e vida.&lt;br /&gt;
E o padecer no paraíso&lt;br /&gt;
 – não nos esqueçamos nunca disso – &lt;br /&gt;
foi um padecer e um ser escolhido.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
***********&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
Devo confessar,&lt;br /&gt;
ao me tornar mãe,&lt;br /&gt;
reaprendi a rezar.&lt;br /&gt;
Achei novo porquê de ser cristã.&lt;br /&gt;
Mas, Deus,&lt;br /&gt;
livrai meu filho de meu próprio mel&lt;br /&gt;
e mal.&lt;br /&gt;
E a mim,&lt;br /&gt;
que eu me mantenha sã! </description>  </item>  <item> <guid isPermaLink="true">http://almofariz.blogspirit.com/archive/2008/08/09/versos-esparsos-para-quando-falta-tempo-na-vastidao-do-espac.html</guid> <title>Versos esparsos para quando falta tempo na vastidão do espaço</title> <link>http://almofariz.blogspirit.com/archive/2008/08/09/versos-esparsos-para-quando-falta-tempo-na-vastidao-do-espac.html</link> <author>noreply@blogspirit.com (Cássia Fernandes)</author>  <pubDate>Sat,  9 Aug 2008 08:45:00 -0400</pubDate> <description> &lt;img src=&quot;http://almofariz.blogspirit.com/media/01/00/6da50e1aeb083c31328992655986e76e.jpg&quot; id=&quot;media-233631&quot; title=&quot;&quot; alt=&quot;d0cb05754c5c1dc339aeabdba83c5bcd.jpg&quot; style=&quot;border-width: 0; float: left; margin: 0.2em 1.4em 0.7em 0;&quot; /&gt;&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
&lt;strong&gt;Em mulher se bate com flor&lt;br /&gt;
&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;
Tenho uma conhecida&lt;br /&gt;
que foi espancada&lt;br /&gt;
por um vaso de margaridas.&lt;br /&gt;
E outra que levou uma boa sova&lt;br /&gt;
com um botão de rosa.&lt;br /&gt;
E no Dia Internacional da Mulher,&lt;br /&gt;
só não apanha quem não quer.&lt;br /&gt;
É um tal de distribuir rosa avulsa.&lt;br /&gt;
Um tal de reportagem melosa&lt;br /&gt;
na tevê,&lt;br /&gt;
com  mulher-frentista&lt;br /&gt;
de posto de gasolina,&lt;br /&gt;
nas ditas profissões masculinas,&lt;br /&gt;
passando batonzinho&lt;br /&gt;
pra não perder&lt;br /&gt;
o charme&lt;br /&gt;
e o clichê.&lt;br /&gt;
A gente não quer flor&lt;br /&gt;
nem rima pobre,&lt;br /&gt;
meu amor.&lt;br /&gt;
A gente quer cobre,&lt;br /&gt;
querida,&lt;br /&gt;
que da última vez&lt;br /&gt;
que flor encheu barriga,&lt;br /&gt;
o resultado foi visto&lt;br /&gt;
nove meses depois.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
              ******&lt;br /&gt;
Por causa da numerologia&lt;br /&gt;
mudou seu nome&lt;br /&gt;
de Ana Faria &lt;br /&gt;
para Ana Fará&lt;br /&gt;
Com dos &quot;rrsssssss&quot;&lt;br /&gt;
rosnantes e fricativos&lt;br /&gt;
para ficar&lt;br /&gt;
mais afirmativa.&lt;br /&gt;
E positiva&lt;br /&gt;
no velho e bom estilo&lt;br /&gt;
Pollyana moça&lt;br /&gt;
Pollyana menina.&lt;br /&gt;
&lt;br /&gt;
              ******&lt;br /&gt;
Os mais jovens&lt;br /&gt;
aos mais velhos&lt;br /&gt;
sempre querem impor:&lt;br /&gt;
a aposentadoria do amor. </description>  </item>  </channel> </rss> 